Você fala que estou morrendo aos poucos, como se isso fosse ruim, mas e se a morte fosse gratidão?
Podemos falar sobre o que conhecemos mas ousar descrever a morte como escuridão? Algo que não podemos nem imaginar o quão belo ou horrível é?
A luz me cega, e cega permaneço na escuridão, seu brilho intenso torna-se fogo em minha retina e algo tão vivo me tem na mão.
Assim me sinto com o amor, tão forte, tão intenso, que cega os olhos e faz sentir com mais atenção o coração.
Errei, mas existe um recomeço quando se está disposto a fazer diferente.
Não vou pedir perdão, fora meus erros apontados, a um grande espelho em sua direção.
No segundo dia, te ver nos braços de outra pessoa, pude perceber o quão bem te fez a minha distancia, e o quão forte teu julgamento queima, feito a luz na retina.
Você pode ignorar tudo que sentiu, desde os calafrios até os momentos mais descontraídos, sou a mesma com todo mundo e isso faz com que tenha atitudes parecidas com pessoas diferentes, não sou ruim por isso, não tente me acurralar, embora encurralada ficaria mais feliz.
Eu não estou sofrendo, mas confesso que viver cega nesse mundo torna o gosto da morte mais gratificante e sereno que o sol da manha.
Fiquei cega tentando amar, e de flocos de luz fiz ilusões a degustar.