segunda-feira, 5 de setembro de 2016

O gosto saliente da angustia.

 Eu bem tentei não dar importância para as angustias e os sentimentos ruins, mas eles começaram a aparecer nos momentos mais imprevisíveis. Na hora gostosa de tirar uma nova música, na hora de comer o prato preferido, na hora de dormir quando se está com sono, na hora de olhar o episodio novo do seriado favorito, na hora de tocar, na hora de cantar, na hora de sorrir, na hora de aplaudir, na hora errada de aparecer. Não importa se estou bebada, se estou brincando, contando uma piada, eu sinto a angustia queimando e me apressando para tudo. Faz dias, que sinto o peso de minhas escolhas nas costas. 
 Eu que sempre busquei a satisfação. me encontro em um estado que não busco nada mais.
 Talvez sejam as almas suicidas de setembro que estão sugando minhas energias.
 O gosto e o cheiro do álcool, me fazem lembrar toda manhã, que sempre acreditei ter controle sobre mim e sobre minhas dependências. 
 Sempre estive caindo de um abismo, a diferença é que, antes eu sabia aproveitar para voar.